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terça-feira, 22 de junho de 2010

Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias

- Tenho um gato que pesa cento e cinquenta quilos.
- Mas isso é um tigre!
Coça a cicatriz, extensa, no coto do pescoço.
- Será?

In Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág.68, Campo das Letras, Augusto Baptista

Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias

A aranha para a prole, elefante na teia: - Meninas, para a mesa, já! Antes que a papinha arrefeça!

In Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 43, Campo das Letras, Augusto Baptista

sábado, 19 de junho de 2010

Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias

Comprou um em tons de castanho. Cansada da cor, pouco o usou. Não resistiu a outro, claro, que à tarde lhe dava um toque desportivo. Enfeitiçada, rendeu-se depois ao preto e branco, às bolinhas, a condizer com o clássico saia e casaco.
Para a próxima estação a tendência aponta para linhas mais agressivas e cores ousadas, o que a obrigará a renovar toda a matilha.

In Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 60, Campo das Letras, Augusto Baptista

Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias

Observador, o empregado do snack mede o cliente: nariz abatatado, olhos de ovo estrelado, bochechas de bife mal passado.
- E para beber?


In Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 44, Campo das Letras, Augusto Baptista