CLARICE!
Pela manhã, maquinal, pôs os óculos, abriu o jornal. Como de costume fez-se aos títulos, às fotos, aos anúncios. Raios! Mil raios! Nem títulos! Nem fotos! Nem anúncios! Nem jornal! Nem as mãos divisava! Raios! Mil raios! Cego! Estou cego!, gritou. Em pânico, chamou a mulher: Clarice! CLARICE! Só então deu fé do engano: estava com os óculos de ver eclipses!
Augusto Baptista