quinta-feira, 9 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
GRAUS DE FRESCURA
– Abençoado fresquinho, neste dia de canícula!
– Está agradável, bastante agradável. Está realmente fresco.
– Em dias assim, este fresquinho é uma benção.
– Sabe bem estar aqui, gozar este ambiente fresco. Até nos esquecemos do calor lá fora.
– É, este fresquinho é redentor.
– Não renegando este colo bom, esta aragem benfazeja, diria estar fresco, sem chegar a estar fresquinho.
– Oh meu amigo, se isto não é fresquinho, não sei o que seja...
– Se quiser ser justo, terá de concordar, está-se bem, ambiente maravilha, indesmentível. Está fresco, não há como negar, mas longe de estar fresquinho.
– Que raio é fresquinho, então? O amigo tira-me do sério! Fresquinho é rigorosamente... Nem mais nem menos.
– Seja como quer que seja! De qualquer modo, não saio da minha. Está fresco, simplesmente fresco!
– Fresquinho. Fresquinho!
– Fresco! Vou pôr-me ao fresco! Antes que o ambiente aqueça.
Augusto Baptista
quinta-feira, 2 de julho de 2026
sexta-feira, 26 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
O PONTO FINAL
As suas histórias têm a marca do real. Abomina, diz, o embuste da ficção. Frequente é andar de braço ao peito, pernas engessadas, mãos ligadas, que as suas narrativas são de verista rebimba o malho, cenas de pugilato de recambolesco entrecho, cacetada, colisões na autoestrada. A última narrativa é uma altercação ocorrida há anos num bar manhoso do faroeste, em que ele continua sem conseguir escrever o ponto final.
Augusto Baptista