AMÉLIA!
Inesperado, no intenso entrecruzar de transeuntes na cidade, aborda-a pela lateral, grita: – Amélia!
Num ímpeto, o enlace, o demorado beijo na boca. Como nos filmes!
Na confusão, a custo ela consegue reagir. Em choque: – Parvo! Energúm...
Ele, vivamente consternado: – Mil perdões, minha senhora! Queira desculpar! Confundi-a com a Amélia, a minha namorada. Como me penalizo pela minha crónica miopia!
E logo se pisga, exultante com a contabilidade do dia: três Amélias de manhã; outras tantas pela tarde!
Augusto Baptista
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