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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Humor ao alto CXIV


O Homem que caçou a deusa

Levou a arma à cara. Cano virado para o céu, um tiro. A criatura, cega ao rumo que levava, caiu.
— Busca, Flecha! — ordenou o caçador.
A perdigueira, a abanar o rabo, fez-se ao monte. Breve regresso: na boca, Diana, morna ainda.
In O homem que, pág. 30, Augusto Baptista

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Humor ao alto CXIII

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Intriga aquosa

Envolto em águas turvas permanece o caso do aguarelista água-oxigenado, Aquário de signo, aparecido numas águas-furtadas, a boiar. Tudo por causa de uma aguarela de água-chilra.
Num desespero de aguardente, terá ele regado a aguada com aguarrás, terá mergulhado depois na tina de água-forte?
In O Caçador de luas, pág. 94, Augusto Baptista
Humor ao alto CXII

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Humor ao alto CXI

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Carta na manga

No que dizem ser o visionamento do filme derradeiro, entre relâmpagos de recordações, rostos, episódios, memórias, perpassa a frase: O tabaco rouba trinta anos de vida. O moribundo faz pause, soergue-se, tússico (à volta a família, na impaciência do desenlace): — É só para vos avisar que resolvi deixar de fumar!
Tão logo se cala, a grafonola arranha um fado. De Coimbra.
In O caçador de Luas, pág. 86, Augusto Baptista