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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O homem que sopra música pelos dentes

Chegado ao dentista, de pronto denuncia o orifício entre os incisivos cariados. Mas impõe que no afã do tratamento, no denodo da oclusão lhe não barrem o ar. O ar soprado pelo furinho, ar que se faz música, quando ele beija a harmónica.
In o homem que, pág. 16, Augusto Baptista

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Humor ao alto LIII

Histórias de coisa nenhuma

Quem inventou o til era seguramente marinheiro.
in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 31, Augusto Baptista
Humor ao alto LII

Histórias de coisa nenhuma

Levou a carabina à cara. Apontou. Premiu o gatilho, uma, outra vez. Dois tiros secos. Sorriu. Com o estrondo característico, o mosquito esborrachou-se na alcatifa.
in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 38, Augusto Baptista
Humor ao alto LI

Histórias de coisa nenhuma

Peixe-pau não é carapau. Peixe-xuxo não é cachucho. Peixe mau não é pimpão. Frito com arroz de feijão.
in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, pág. 53, Augusto Baptista