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segunda-feira, 13 de julho de 2026

 VERGÜENZA

A serpente vence o pescoço descoberto, transpõe o peito, aflora no umbigo, afunda-se sob a saia.

O transeunte, surpreso com trajecto da tatuagem, ávido por saber o destino da serpente, inquire a jovem:

– Queira desculpar, o rumo do réptil?

– Nem eu sei... Depois do que lhe é dado ver,  acolhe-se em bom recato.  São bichos pouco dados a serem revelados, esquivos, envergonhados.

Augusto Baptista

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