O PONTO FINAL
As suas histórias têm a marca do real. Abomina, diz, o embuste da ficção. Frequente é andar de braço ao peito, pernas engessadas, mãos ligadas, que as suas narrativas são de verista rebimba o malho, cenas de pugilato de recambolesco entrecho, cacetada, colisões na autoestrada. A última narrativa é uma altercação ocorrida há anos num bar manhoso do faroeste, em que ele continua sem conseguir escrever o ponto final.
Augusto Baptista
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